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Escola divertida

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A cabeça satânica.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011



 

Mistérios difíceis de explicar acabam por se tornar alegorias mitológicas. 
Os relatos são assustadores. Ora descreve-se como a cabeça de uma pessoa, de cabelos compridos, olhos arregalados e amedrontadores, com um grande sorriso na face, a se deslocar rolando ou saltitando pelo chão.

Outros a descrevem como a cabeça de um cangaceiro, de feições rudes e sempre com um sorriso à contemplar quem com ela se depara. Pode surgir de repente com se fosse uma pessoa comum. Esta sempre aparece de costas para a pessoa, sempre tarde da noite, em lugares onde há pouca luz. Então aquela pessoa taciturna, de repente, se desfaz caindo no chão e aí surge a assustadora cabeça rolante.
 
Há relatos que a descrevem como sendo uma cabeça conduzida numa das mãos, a segurá-la pelos cabelos, por outro ser fantástico, que a solta quando se defronta com alguém para que esta possa perseguir a vítima.

É uma entidade tão temida pelos habitantes das regiões mais remotas, que a simples menção do seu nome já exige o sinal da cruz. Por isso, todos evitam comentar. Mesmo em rodas de conversas sobre assombrações, coisa comum no interior do país, evitam pronunciar tal nome, pois associam o mesmo a encarnação viva do próprio diabo, e dizem que basta que ela toque em alguém para que a pessoa adoeça e morra. É portanto sinal de mal agouro, quando ela corre noites afora, e de repente de detém diante da casa de alguém.

Uma cruz feita da palha do Domingo de Ramos, colada no lado de fora das portas, é a certeza de que ela, diante daquela casa não irá parar. 

Postado por Fabiana às 19:20 0 comentários  

Marcadores: Lenda

A mulher da meia-noite


mulher da meia noite
 
A Mulher da Meia Noite, também Dama de Vermelho, Dama de Branco, é um mito universal. Ocorre nas Américas e em toda Europa.
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É uma aparição, na forma de uma bela mulher, normalmente vestida de vermelho, mas pode ser também de branco. Alguns dizem, que é uma alma penada que não sabe que já morreu; outros afirmam que é o fantasma de uma jovem assassinada que desde então vaga sem rumo.
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Na verdade ela não aparece à meia-noite, e sim, desaparece nessa hora. Muito bela, parece uma jovem normal. Gosta de se aproximar de homens solitários nas mesas de bares noturnos. Senta com eles, e logo os convida para que a leve para casa.
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Encantado com tamanha beleza, todos topam na hora. Entretidos, logo chegam ao destino. Parando ao lado de um muro alto, ela então diz ao acompanhante: "É aqui que eu moro...". É nesse momento que a pessoa se dá conta que está ao lado de um cemitério, e antes que diga alguma coisa, ela já desapareceu. Nessa hora, o sino da igreja anuncia que é meia noite.
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Outras vezes, ela surge nas estradas desertas, pedindo carona. Então pede ao motorista que a acompanhe até sua casa. E, mais uma vez, a pessoa só percebe que está diante do cemitério, quando ela com sua voz suave e encantadora diz: "É aqui que eu moro, não quer entrar comigo?". Gelado, da cabeça aos pés, a única coisa que a pessoa vê, é que ela acabou de sumir diante dos seus olhos, à meia-noite em ponto. 

Postado por Fabiana às 19:19 0 comentários  

Marcadores: Lenda

O Saci Pererê



 Saci Pererê

Nos mitos está a essência de grande parte de nossas crenças. 
A Lenda do Saci data do fim do século XVIII. Durante a escravidão, as amas-secas e os caboclos-velhos assustavam as crianças com os relatos das travessuras dele. Seu nome no Brasil é de origem Tupi Guarani. Em muitas regiões do Brasil, o Saci é considerado um ser brincalhão enquanto que em outros lugares ele é visto como um ser maligno. 

É uma criança, um negrinho de uma perna só que fuma um cachimbo e usa na cabeça uma carapuça vermelha que lhe dá poderes mágicos, como o de desaparecer e aparecer onde quiser. Existem 3 tipos de Sacis: O Pererê, que é pretinho; O Trique, moreno e brincalhão e o Saçurá, que tem olhos vermelhos, como tochas de fogo.

Ele também se transforma numa ave chamada Mati-taperê, ou Sem-fim, ou Peitica, como é conhecida no Nordeste, cujo canto melancólico, ecoa em todas as direções, não permitindo sua localização. Este pássaro é o mesmo que deu origem ao mito da Matinta-Pereira.
 
A superstição popular faz dessa ave uma espécie de demônio, que pratica malefícios pelas estradas, enganando os viajantes com os timbres dispersos do seu canto, e fazendo-os perder o rumo, não conseguindo mais achar o caminho de volta para casa.

O Saci é a Mati-taperê, a Matinta-Pereira dos Paraenses e barés. Os índios Mundurucus tinham a Matinta como a visita de seus antepassados, uma espécie de visita das almas. A Matinta era, como a Acauã, o Beija-flor, o Babacu, portadores dos espíritos dos mortos. A Matinta atual é o corpo que abriga o espírito de um ser vivo. Por encantamento alguém pode se transformar em Matinta e voar durante a noite, assustando quem encontra pela frente. Pela madrugada volta à forma humana. A Matinta dos Mundurucus não era assim. O mesmo ocorre com o Saci. Saci é Saci a vida inteira. Ninguém pode se tornar um Saci e andar pedindo fumo à noite pelas estradas. 

Teodoro Sampaio ensinava que era assim o Saci:
    Saci, ça-ci, o olho doente. Nome de gênio maléfico de mitologia selvagem, que se supõe representado por um negrinho. Escreve o mesmo sobre a Maty-taperê: matiî-taper-ê, o pequenino propenso às ruínas (tapera), isto é, o ente minúsculo que gosta das taperas ou vive nelas. Em verdade, Matilexprime coisa muito pequena, o vulto insignificante. Taperê é taper-ê
Ele adora fazer pequenas travessuras, como esconder brinquedos, soltar animais dos currais, derramar sal nas cozinhas, fazer tranças nas crinas dos cavalos, etc. Diz a crença popular que dentro de todo redemoinho de vento existe um Saci. Dizem que Ele não atravessa córregos nem riachos. Diz a lenda que, se alguém jogar dentro do redemoinho um rosário de mato bento ou uma peneira, pode capturá-lo, e caso consiga pegar sua carapuça, poderá ter um desejo seu concretizado.

Alguém perseguido por ele, deve jogar em seu caminho cordas ou barbantes com nós. Ele então irá parar para desatá-los, e só depois continua a perseguição, o que dá tempo para que a pessoa fuja. Aqui, percebe-se a influência da lenda da Bruxa Européia, que é obrigada a contar os fios de um feixe de fibras, ou novelo de linha, antes de entrar nas casas.

Do Amazonas ao Rio Grande do sul, o mito sofre variações. No Rio Grande ele é um menino de uma perna só, que adora atormentar os viajantes noturnos, fazendo-os perder o caminho. Em São Paulo é um negrinho que usa um boné vermelho e frequenta os brejos assustando os cavaleiros. Se o reconhece o chamará pelo nome, e então foge dando uma espetacular gargalhada. 

Postado por Fabiana às 19:18 0 comentários  

Marcadores: Lenda

A cuca


cuca
 
A Cuca ou a Coca é um ente velho, muito feio, desgrenhado, que aparece no meio da noite para levar consigo crianças inquietas, que não dormem ou falam muito. Para muitos, a Coca ou Cuca, é apenas uma ameaça de perigo sem forma. Amedronta pela deformidade. Ninguém sabe ao certo que aparência tem esse fantasma.
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A maioria, no entanto, identifica-a como uma Velha, muito velha, enrugada, de cabelos brancos e assanhados, magríssima, corcunda e sempre ávida pelas crianças que não querem dormir cedo e fazem barulho. É um fantasma noturno. Figura em todo Brasil nas cantigas de ninar. Não está localizado em nenhuma região específica, mas em toda parte. Atua em todos os lugares mas nunca se disse quem carregou e como o faz. Conduz a criança num saco e some imediatamente depois de fazer a presa, sem deixar vestígios.
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Em Portugal chama-se Coca, e possui uma forma de Dragão. Lá, na província do Minho, no meio da procissão de Corpus Christi, a figura de São Jorge a ataca com sua lança.
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Mas no Brasil, ela não é monstruosa, tem forma humana, tanto que se confunde com o Preto Velho, ou a Negra Velha das histórias. 

Postado por Fabiana às 19:18 0 comentários  

Marcadores: Lenda

Barba Ruiva



 

Os mitos, quando bem compreendidos, podem explicar muitos dos nossos receios mais obscuros 
Eis uma lenda sobre a Lagoa de Paranaguá no Piauí. Dizem que ela era pequena, quase uma fonte, e cresceu por encanto. Foi assim:

Vivia uma viúva com tês filhas. Um dia, a mais moça das filhas dela adoeceu, ficando triste e pensativa. Estava esperando menino e o namorado morrera sem ter tempo de casar com ela.

Com vergonha, descansou a moça nos matos e, deitou o filhinho num tacho de cobre e sacudiu-o dentro da pequna fonte de água.
 
O tacho desceu e subiu logo, trazido por uma Mãe-d'agua, que com raiva, Amaldiçoou a moça que chorava na beira.

As águas foram subindo e correndo, numa enchente sem fim, dia e noite, alagando tudo, cumprindo uma ordem misteriosa.

Ficou a lagoa encantada, cheia de luzes e de vozes. Ninguém podia morar na beira porque, a noite inteira, subia do fundo dágua um choro de criança. O choro parou e, vez por outra, aparecia um homem moço, muito claro, com barbas ruivas ao meio dia e com a barba branca ao anoitecer.

Barba Ruiva, homem encantado, que vive na lagoa de Paranaguá, ao sul do Piauí. É alvo, de estatura regular, cabelos avermelhados. Quando sai da água mostra as barbas, as unhas e os peitos cobertos de lodo e limo.

Muita gente o viu e tem visto. Foge dos homens e procura as mulheres que vão bater roupa. Agarra-as só para abraçar e beijar. Depois, corre e pula na lagoa, desaparecendo. Nenhuma mulher bate roupa ou toma banho sozinha, com medo do barba ruiva. Se um Homem o encontra, fica desorientado. Mas o Barba Ruiva é inofensivo, pois não consta que fizesse mal a alguém.

Se uma mulher atirar na cabeça dele água benta e um rosário sacramentado, ele será desencantado. Barba Ruiva é pagão, e deixa de ser encantado sendo cristão. Como ainda não nasceu essa mulher valente para desencantar o Barba Ruiva, ele cumpre sua sina nas águas da lagoa. 

Postado por Fabiana às 19:17 0 comentários  

Marcadores: Lenda

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